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Acreditação ONA em hospitais de pequeno e médio porte: mito e realidade

Acreditação ONA em hospitais de pequeno e médio porte: mito e realidade

Por Fabiana Arrighi | Arrighi Regulatória | Junho de 2026

“Acreditação é coisa de hospital grande.” Essa é uma das frases que mais ouço ao conversar com gestores de hospitais de 50 a 150 leitos. E é também um dos maiores equívocos do setor. A Organização Nacional de Acreditação (ONA) foi estruturada justamente para ser escalável — aplicável a diferentes perfis de instituição, desde pequenos hospitais gerais até complexos universitários.

A questão não é tamanho. É maturidade de processos e intenção de melhoria. E hospitais de pequeno e médio porte têm, frequentemente, vantagens estruturais significativas nessa jornada: tomada de decisão mais ágil, equipe mais coesa e menor resistência à mudança.

O que é a acreditação ONA e o que ela não é

A acreditação ONA é uma certificação voluntária, periódica e educativa, concedida por instituições acreditadoras credenciadas pela Organização Nacional de Acreditação. Ela avalia a instituição em três níveis progressivos: Nível 1 (segurança e estrutura), Nível 2 (organização e processos) e Nível 3 (excelência e resultados).

É importante entender o que ela não é: não é fiscalização, não é requisito legal obrigatório e não é sinônimo de licença sanitária. A acreditação complementa a conformidade regulatória — ela pressupõe que o hospital já cumpre a legislação e vai além, avaliando a qualidade assistencial e a segurança do paciente de forma sistemática.

Por onde começa a jornada para hospitais menores?

O ponto de partida é sempre um diagnóstico honesto da situação atual frente aos padrões ONA para o Nível 1. Esse diagnóstico revela as lacunas prioritárias — geralmente relacionadas à identificação do paciente, comunicação entre equipes, gestão de medicamentos de alta vigilância, prevenção de infecções e segurança cirúrgica.

A partir daí, elabora-se um plano de ação setorial, com responsáveis, prazos e indicadores de acompanhamento. Diferentemente do que muitos imaginam, não é necessário resolver tudo ao mesmo tempo — a abordagem sistêmica, mas gradual, é mais eficaz e sustentável para equipes com recursos limitados.

Quanto tempo leva e qual o retorno?

Para um hospital de pequeno porte sem experiência prévia em acreditação, a jornada até a certificação ONA Nível 1 costuma levar entre 12 e 24 meses, dependendo da maturidade inicial dos processos e do engajamento da liderança. Com apoio especializado e metodologia clara, esse prazo pode ser reduzido significativamente.

O retorno, porém, vai muito além do certificado. Hospitais acreditados apresentam redução mensurável de eventos adversos, melhora no clima organizacional, maior engajamento das equipes e vantagem competitiva em credenciamentos com operadoras e no relacionamento com a gestão pública. Para Santa Casas e hospitais filantrópicos conveniados ao SUS, o processo de acreditação fortalece diretamente a posição institucional em negociações e contratos.

A ONA lançou novidades em 2026

Na Feira Hospitalar de maio de 2026, a ONA lançou o Manual de Acreditação de Saúde Digital: Telemedicina e Telessaúde, com apoio do Ministério da Saúde. A publicação reflete um movimento claro do setor: a qualidade assistencial, mesmo em hospitais de menor porte, passa cada vez mais pela integração com serviços digitais. Compreender esse movimento e posicionar a instituição adequadamente é parte do que a assessoria especializada em acreditação oferece.

A Arrighi Regulatória acompanha hospitais de pequeno e médio porte em toda a jornada de acreditação ONA — do diagnóstico inicial à visita certificadora. Fale conosco para entender como essa jornada se aplica à sua instituição.